A hormonioterapia é um dos tratamentos mais eficazes para cânceres que dependem de hormônios para crescer, como o câncer de mama e o câncer de próstata. Essa terapia tem o objetivo de bloquear ou reduzir os hormônios que estimulam a multiplicação das células cancerígenas, impedindo o avanço da doença e reduzindo o risco de recidiva.
Diferente da quimioterapia, que ataca diretamente as células cancerígenas, a hormonioterapia age regulando a produção ou os efeitos dos hormônios no corpo. Esse tratamento pode ser feito de diferentes formas e costuma ter menos efeitos colaterais severos do que a quimioterapia.
Se você quer entender melhor como funciona a hormonioterapia, suas indicações e seus efeitos, continue lendo.
O que é hormonioterapia?
A hormonioterapia é um tratamento que age no sistema endócrino para impedir que hormônios como estrogênio, progesterona e testosterona estimulem o crescimento de células cancerígenas. Ela é usada principalmente para tratar câncer de mama e câncer de próstata, mas também pode ser indicada para outros tumores hormônio-dependentes.
Essa terapia pode ser feita de três formas principais:
- Bloqueio da produção hormonal – Reduz a produção de hormônios no corpo por meio de medicamentos ou cirurgia.
- Interrupção da ação dos hormônios – Usa fármacos que impedem que os hormônios se liguem às células cancerígenas.
- Eliminação dos hormônios circulantes – Algumas abordagens reduzem a quantidade de hormônios no organismo para limitar seu efeito sobre o tumor.
A hormonioterapia pode ser utilizada isoladamente ou combinada com outros tratamentos, como cirurgia, quimioterapia e radioterapia, dependendo do estágio e tipo de câncer.
Hormonioterapia e Câncer de Mama
O câncer de mama hormônio-dependente representa cerca de 70% dos casos e tem crescimento estimulado pelos hormônios estrogênio e progesterona. Para esses casos, a hormonioterapia é uma das estratégias mais eficazes no controle da doença, podendo ser usada antes ou após a cirurgia, ou ainda no tratamento de cânceres metastáticos.
Como a hormonioterapia atua no câncer de mama?
A hormonioterapia no câncer de mama age bloqueando a ação dos hormônios que estimulam o crescimento do tumor. Isso pode ser feito de três formas:
- Bloqueio dos receptores hormonais nas células cancerígenas – Impede que o estrogênio ou a progesterona se liguem às células tumorais, evitando que o tumor cresça.
- Inibição da produção de estrogênio – Reduz a produção do hormônio, diminuindo a quantidade disponível no organismo.
- Supressão da função ovariana – Em alguns casos, os ovários podem ser temporariamente inibidos ou removidos cirurgicamente para interromper a produção hormonal.
Principais medicamentos usados no câncer de mama:
- Tamoxifeno – Bloqueia os receptores de estrogênio, sendo indicado tanto para mulheres na pré-menopausa quanto na pós-menopausa.
- Inibidores da Aromatase (Anastrozol, Letrozol e Exemestano) – Reduzem a produção de estrogênio e são indicados para mulheres na pós-menopausa.
- Goserrelina e Leuprorrelina – São usadas para desligar temporariamente os ovários, reduzindo a produção hormonal.
A duração do tratamento pode variar de 5 a 10 anos, dependendo do risco de recidiva e da evolução do quadro.
Hormonioterapia e Câncer de Próstata
O câncer de próstata é um dos tumores mais comuns em homens e depende da testosterona para crescer. A hormonioterapia é uma das principais formas de tratamento, pois bloqueia ou reduz a ação desse hormônio, retardando a progressão da doença.
Como a hormonioterapia atua no câncer de próstata?
A hormonioterapia pode ser usada para:
- Reduzir o tumor antes da cirurgia ou radioterapia (neoadjuvante).
- Eliminar células cancerígenas remanescentes após o tratamento principal (adjuvante).
- Controlar o crescimento do tumor em pacientes com doença avançada ou metastática.
Principais medicamentos usados no câncer de próstata:
- Análogos do hormônio liberador de gonadotrofinas (GnRH) – Reduzem a produção de testosterona (exemplo: Leuprorrelina, Goserrelina, Triptorelina).
- Antiandrogênios – Bloqueiam a ação da testosterona nas células cancerígenas (exemplo: Bicalutamida, Flutamida).
- Orquiectomia (castração cirúrgica) – Procedimento de remoção dos testículos para reduzir a produção de testosterona.
O tratamento pode ser contínuo ou administrado em ciclos, conforme a necessidade do paciente.
Tipos de Hormonioterapia
A hormonioterapia pode ser classificada com base no mecanismo de ação dos medicamentos:
1. Bloqueadores dos Receptores Hormonais
Esses medicamentos impedem que os hormônios se liguem às células cancerígenas, bloqueando seu crescimento.
- Tamoxifeno – Usado no câncer de mama, bloqueia os receptores de estrogênio.
- Bicalutamida e Flutamida – Bloqueiam os receptores de testosterona no câncer de próstata.
2. Inibidores da Produção Hormonal
Atuam reduzindo a quantidade de hormônios circulantes no organismo.
- Inibidores da aromatase (Anastrozol, Letrozol, Exemestano) – Reduzem a produção de estrogênio.
- Agonistas de GnRH (Leuprorrelina, Goserrelina, Triptorelina) – Diminuem a produção de testosterona.
3. Cirurgia Hormonal
Quando o bloqueio hormonal é feito de forma cirúrgica, removendo os ovários ou testículos para interromper a produção de hormônios.
- Ooforectomia (remoção dos ovários) – Para mulheres com câncer de mama hormônio-dependente.
- Orquiectomia (remoção dos testículos) – Para pacientes com câncer de próstata avançado.
Efeitos colaterais da Hormonioterapia
A hormonioterapia pode causar efeitos colaterais devido à redução dos hormônios no organismo. Como o tratamento pode durar anos, é importante entender as mudanças que ele pode provocar no corpo.
- Fadiga persistente – O metabolismo pode ficar mais lento devido à queda hormonal.
- Ondas de calor – Sensação de calor intenso, semelhante aos sintomas da menopausa.
- Alterações emocionais – Mudanças de humor, ansiedade e depressão podem ocorrer.
- Redução da libido – A diminuição dos hormônios pode afetar o desejo sexual.
- Ganho de peso – Algumas pessoas apresentam aumento da gordura corporal e redução da massa muscular.
Os efeitos podem variar de pessoa para pessoa e são monitorados durante o tratamento.
Efeitos colaterais da Hormonioterapia em Homens
A hormonioterapia no câncer de próstata reduz a testosterona, o que pode causar efeitos como:
- Diminuição da libido e disfunção erétil – A falta de testosterona reduz o desejo sexual e pode afetar a função erétil.
- Ondas de calor e sudorese – Sintoma semelhante ao da menopausa feminina, podendo ser intenso.
- Ganho de peso e perda de massa muscular – A testosterona ajuda a manter a massa magra, e sua falta pode levar à fraqueza muscular.
- Fadiga intensa – Muitos pacientes relatam cansaço extremo e redução da energia.
- Risco aumentado de osteoporose – A baixa testosterona pode enfraquecer os ossos, aumentando o risco de fraturas.
Os efeitos colaterais podem ser gerenciados com acompanhamento médico e suporte nutricional.
Efeitos colaterais da Hormonioterapia nas Mulheres
A hormonioterapia no câncer de mama reduz os níveis de estrogênio, o que pode levar a:
- Ondas de calor e suores noturnos – Sensação de calor intenso e suores frequentes.
- Secura vaginal e diminuição da libido – A falta de estrogênio pode afetar a lubrificação vaginal e o desejo sexual.
- Dores articulares e musculares – Algumas pacientes relatam rigidez e dores nas articulações.
- Alterações no metabolismo – Pode haver aumento de peso e mudanças na distribuição da gordura corporal.
- Osteoporose – O estrogênio ajuda a manter a densidade óssea, e sua queda pode aumentar o risco de fraturas.
Para minimizar os efeitos colaterais, o acompanhamento médico é essencial, assim como a adoção de hábitos saudáveis.
Quanto tempo dura o tratamento de hormonioterapia?
A duração da hormonioterapia depende de diversos fatores, como o tipo de câncer tratado, o estágio da doença e a resposta do paciente ao tratamento. Em muitos casos, a terapia hormonal pode ser administrada por anos, garantindo maior controle da doença e reduzindo o risco de recidiva.
Duração do tratamento para cada tipo de câncer
Câncer de mama hormônio-dependente
- Para mulheres na pré-menopausa, o Tamoxifeno é indicado por 5 a 10 anos.
- Para mulheres na pós-menopausa, os inibidores da aromatase (Letrozol, Anastrozol, Exemestano) são usados por 5 anos e, em alguns casos, estendidos para 10 anos.
- Em tumores de maior risco, pode ser necessária uma combinação de Tamoxifeno por 2 a 5 anos, seguido de inibidores da aromatase por mais 5 anos.
Câncer de próstata hormônio-dependente
- Pacientes com câncer localizado podem fazer 6 meses a 3 anos de hormonioterapia combinada com radioterapia.
- Para câncer de próstata metastático, a hormonioterapia pode ser administrada por tempo indeterminado, sendo mantida enquanto houver resposta ao tratamento.
Outros tumores hormônio-dependentes
Em alguns cânceres ginecológicos, a hormonioterapia pode ser usada como alternativa à cirurgia, com duração variável.
O oncologista avalia regularmente a necessidade de continuar ou interromper a hormonioterapia, considerando riscos, benefícios e possíveis efeitos colaterais.
Quem pode indicar a hormonioterapia?
A hormonioterapia é um tratamento altamente especializado, que só pode ser indicado por médicos especializados na área oncológica e endócrina. A escolha desse tratamento depende de exames específicos que determinam a dependência hormonal do tumor e a resposta esperada ao bloqueio hormonal.
Especialistas que podem indicar a hormonioterapia
- Oncologista clínico – O especialista responsável pelo tratamento do câncer avalia a necessidade da hormonioterapia e monitora seus efeitos ao longo do tempo.
- Mastologista – No câncer de mama, pode prescrever e acompanhar o uso de medicamentos hormonais.
- Urologista – No câncer de próstata, pode indicar e acompanhar o bloqueio hormonal.
- Endocrinologista – Em alguns casos, pode atuar no manejo de efeitos colaterais, como osteoporose e alterações hormonais.
Critérios para indicação da hormonioterapia
- Câncer com receptores hormonais positivos (RE+/RP+ ou AR+) – Testes de imuno-histoquímica no tumor indicam a necessidade da hormonioterapia.
- Câncer metastático hormônio-dependente – Pode ser usada para retardar o avanço da doença e melhorar a qualidade de vida.
- Tratamento adjuvante – Após cirurgia ou radioterapia, para reduzir o risco de recidiva.
- Tratamento neoadjuvante – Antes da cirurgia, para reduzir o tamanho do tumor.
A decisão de iniciar a hormonioterapia deve ser individualizada e baseada nas necessidades de cada paciente.
Sobre a Dra. Vanessa Motta
A Dra. Vanessa Ramos Motta é médica oncologista clínica, especializada no diagnóstico, tratamento e acompanhamento do câncer, incluindo hormonioterapia, quimioterapia, imunoterapia e terapia-alvo. Seu principal compromisso é oferecer um atendimento humanizado, atualizado e personalizado, garantindo as melhores opções terapêuticas para seus pacientes.
Formação e Especializações
- Graduação em Medicina – Faculdade de Medicina de Valença – RJ (2014).
- Especialização em Clínica Médica – Hospital Regional de Governador Valadares – MG.
- Residência em Oncologia Clínica – Hospital Mater Dei, Belo Horizonte – MG (2018-2021).
- Membro titular da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC).
- Membro do Grupo Brasileiro de Tumores Gastrointestinais (GTG).
Com uma abordagem baseada nas evidências científicas mais recentes, a Dra. Vanessa acompanha seus pacientes de perto, garantindo um plano de tratamento individualizado e eficaz.
Perguntas frequentes sobre hormonioterapia
Qual a diferença entre quimioterapia e hormonioterapia?
A quimioterapia e a hormonioterapia são tratamentos distintos utilizados no combate ao câncer. A quimioterapia atua diretamente nas células cancerígenas, impedindo sua multiplicação e crescimento. Esse tratamento age de forma sistêmica, podendo afetar células saudáveis e causar efeitos colaterais intensos, como queda de cabelo, fadiga e redução da imunidade.
Já a hormonioterapia não destrói as células cancerígenas diretamente, mas bloqueia ou reduz a ação de hormônios que estimulam o crescimento do tumor. É um tratamento direcionado para cânceres hormônio-dependentes, como câncer de mama e próstata.
A hormonioterapia tem menos efeitos colaterais agressivos em comparação com a quimioterapia, mas pode impactar o metabolismo, a libido e a saúde óssea ao longo do tempo.
Quais são as sequelas da hormonioterapia?
A hormonioterapia pode causar efeitos colaterais de curto e longo prazo, que variam conforme o tipo de medicamento e a duração do tratamento. As principais sequelas envolvem alterações hormonais, que podem afetar o metabolismo, os ossos e a função sexual.
- Fadiga crônica – Sensação persistente de cansaço e falta de energia.
- Diminuição da libido – Redução do desejo sexual devido à queda de estrogênio ou testosterona.
- Osteoporose – A hormonioterapia pode enfraquecer os ossos, aumentando o risco de fraturas.
- Alterações metabólicas – Pode levar a ganho de peso e resistência à insulina.
- Mudanças emocionais – Algumas pessoas relatam depressão, ansiedade e oscilações de humor.
Os efeitos colaterais são monitorados pelo oncologista, e existem estratégias para minimizar o impacto da terapia no corpo.
Como é aplicada a injeção de hormonioterapia?
A injeção de hormonioterapia pode ser administrada de duas formas principais: subcutânea (aplicada sob a pele) ou intramuscular (aplicada no músculo). A escolha da via de administração depende do medicamento prescrito e do tipo de câncer tratado.
- Injeção subcutânea – É aplicada na região do abdômen ou coxa, como ocorre com a Goserrelina (Zoladex) e a Leuprorrelina (Lupron).
- Injeção intramuscular – Pode ser aplicada no glúteo ou no braço, sendo mais comum para medicamentos como Triptorelina (Eligard, Decapeptyl).
A frequência das aplicações pode variar, sendo feitas mensalmente, a cada 3 meses ou até a cada 6 meses, dependendo do protocolo de tratamento.
Quais os efeitos colaterais da hormonioterapia no câncer de mama?
A hormonioterapia no câncer de mama tem como principal objetivo bloquear a ação do estrogênio nas células tumorais. No entanto, essa redução hormonal pode causar diversos efeitos colaterais, principalmente em mulheres na pré-menopausa.
- Ondas de calor – Sensação súbita de calor intenso, semelhante à menopausa.
- Secura vaginal – Pode causar desconforto durante as relações sexuais.
- Alterações menstruais – Em algumas mulheres, o ciclo menstrual pode ser interrompido.
- Ganho de peso – O metabolismo pode ficar mais lento, favorecendo o acúmulo de gordura.
- Osteoporose – A redução do estrogênio pode levar à perda de massa óssea.
O acompanhamento médico é essencial para minimizar os efeitos e garantir um tratamento seguro.
Quem faz hormonioterapia menstrua?
Depende do tipo de medicamento e do perfil hormonal da paciente. Em mulheres na pré-menopausa, a hormonioterapia pode suspender a menstruação temporária ou permanentemente, pois alguns medicamentos inibem a função ovariana.
- Tamoxifeno – Algumas mulheres continuam menstruando, enquanto outras podem apresentar irregularidade ou interrupção do ciclo.
- Inibidores da aromatase (Anastrozol, Letrozol, Exemestano) – São indicados apenas para mulheres na pós-menopausa, onde a menstruação já cessou naturalmente.
- Supressão ovariana (Leuprorrelina, Goserrelina) – Pode interromper a menstruação ao bloquear a produção de estrogênio.
Caso a menstruação persista durante o tratamento, é fundamental informar o oncologista para reavaliar a conduta terapêutica.
Quanto custa uma injeção de hormonioterapia?
O preço da injeção de hormonioterapia pode variar conforme o medicamento e a dose aplicada. No Brasil, os custos médios são os seguintes:
- Goserrelina (Zoladex) – Entre R$ 900 a R$ 2.500 por dose, dependendo da formulação (mensal ou trimestral).
- Leuprorrelina (Lupron, Eligard) – Entre R$ 1.200 a R$ 3.000, dependendo da duração do efeito.
- Triptorelina (Decapeptyl, Eligard) – Pode custar R$ 1.500 a R$ 3.500, conforme a dose e frequência de aplicação.
Muitos planos de saúde cobrem esse tratamento, e o SUS oferece hormonioterapia para alguns tipos de câncer, sendo necessário verificar a disponibilidade na unidade de saúde.
Quem faz hormonioterapia pode pegar sol?
Sim, mas com precauções. Alguns medicamentos hormonais podem sensibilizar a pele, tornando-a mais suscetível a queimaduras solares e manchas. Além disso, pacientes com câncer de mama e próstata podem ter maior risco de osteoporose, e a exposição solar moderada pode ser benéfica para a síntese de vitamina D.
- Use protetor solar FPS 30 ou superior.
- Evite exposição direta ao sol nos horários de pico (10h – 16h).
- Hidrate bem a pele para minimizar ressecamento e irritações.
Se houver histórico de fotossensibilidade, consulte o oncologista antes de se expor ao sol por longos períodos.
Quem tem câncer de mama pode ir à praia?
Sim, pacientes com câncer de mama podem ir à praia, mas alguns cuidados são essenciais:
- Evite exposição solar prolongada – Especialmente se estiver em tratamento com hormonioterapia ou quimioterapia, pois a pele pode estar mais sensível.
- Use chapéu, óculos de sol e protetor solar – Para minimizar o risco de queimaduras e manchas.
- Mantenha-se hidratada – O calor pode aumentar os sintomas de fadiga e ondas de calor.
- Se teve cirurgia recente, evite água do mar por pelo menos 30 dias, para evitar infecções na cicatriz.
Caso esteja em tratamento ativo, consulte o médico antes de viagens longas ou exposição prolongada ao sol.
Quem faz quimioterapia pode ter relações?
Sim, mas alguns cuidados devem ser considerados. A quimioterapia pode causar fadiga, ressecamento vaginal e alterações hormonais, o que pode reduzir a libido. Além disso, o tratamento pode comprometer a imunidade, tornando o paciente mais suscetível a infecções.
- Use preservativo – Alguns quimioterápicos podem ser eliminados por fluídos corporais, sendo recomendável o uso de camisinha para proteção.
- Converse com seu parceiro(a) – O apoio emocional é fundamental para manter a intimidade durante o tratamento.
- Lubrificantes podem ajudar – Para minimizar o ressecamento vaginal em mulheres.
- Respeite o seu corpo – Se sentir desconforto ou fadiga intensa, aguarde o momento mais adequado.
A retomada da vida sexual deve ser gradual e respeitando os limites individuais. Se houver dúvidas, o oncologista ou ginecologista/urologista pode orientar sobre adaptações seguras.
