Câncer de Laringe: sintomas, diagnóstico e tratamento oncológico

O que você encontrará nesse conteúdo

O câncer de laringe é um tumor maligno que afeta o órgão responsável pela fonação e pela proteção das vias aéreas. O diagnóstico precoce aumenta significativamente as chances de controle da doença. A Dra. Vanessa Motta, oncologista clínica com atuação em João Monlevade e Itabira (MG), coordena o tratamento sistêmico com quimioterapia, imunoterapia e terapia alvo.

O câncer de laringe é o segundo tumor de cabeça e pescoço mais frequente no Brasil, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA). Tabagismo e consumo de álcool são os principais fatores de risco, respondendo por mais de 80% dos casos documentados. Homens entre 50 e 70 anos representam o grupo com maior incidência, embora a doença também acometa mulheres e pacientes mais jovens.

Este artigo explica o que é o câncer de laringe, quais são os sintomas que merecem atenção imediata, como é feito o diagnóstico e qual o papel da oncologista clínica no tratamento. A Dra. Vanessa Motta (CRM-MG 65328 | RQE Oncologia Clínica 50860), membro titular da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), responde às principais dúvidas de pacientes e famílias.

O que é a laringe e por que ela é afetada pelo câncer

A laringe é um órgão localizado na parte anterior do pescoço, entre a faringe e a traqueia. Tem três funções principais: produção da voz (fonação), proteção das vias aéreas durante a deglutição e regulação da passagem de ar para os pulmões. É formada por três regiões anatômicas com comportamentos clínicos distintos.

A glote (região das cordas vocais) é a localização mais frequente do câncer de laringe. Tumores glóticos costumam ser diagnosticados em estágios iniciais porque produzem rouquidão precoce , um sinal que o paciente percebe rapidamente. A supraglote (acima das cordas vocais) tende a apresentar sintomas mais tardios e maior risco de metástase linfonodal. A subglote (abaixo das cordas vocais) é a localização menos frequente e de diagnóstico mais difícil.

O tipo histológico mais comum é o carcinoma de células escamosas (CCED), presente em mais de 95% dos casos. O carcinoma origina-se das células que revestem a superfície interna da laringe, chamadas células escamosas ou epiteliais.

Sintomas do câncer de laringe que não devem ser ignorados

Os sintomas variam conforme a localização do tumor dentro da laringe. O sinal mais característico é a rouquidão persistente , uma alteração na qualidade da voz que dura mais de três semanas sem causa aparente, como gripe ou forçamento vocal. Qualquer rouquidão sem melhora em três semanas exige avaliação médica.

Sintomas por localização do tumor

LocalizaçãoSintoma principalOutros sintomas
Glote (cordas vocais)Rouquidão persistenteSensação de corpo estranho, tosse seca
SupragloteDisfagia (dificuldade para engolir)Dor ao engolir, linfonodo no pescoço, otalgia referida
SubgloteFalta de ar progressivaEstridor laríngeo, rouquidão tardia

Outros sinais que merecem atenção incluem: tosse persistente sem causa infecciosa identificada; sensação de corpo estranho na garganta que não passa; linfonodo aumentado no pescoço sem infecção recente; perda de peso não intencional; e dor de ouvido (otalgia referida) sem problema auditivo identificado.

Fatores de risco: quem tem maior chance de desenvolver câncer de laringe

O tabagismo é o principal fator de risco isolado. Fumantes têm risco cinco a dez vezes maior de desenvolver câncer de laringe em comparação a não fumantes. O uso combinado de cigarro e álcool multiplica esse risco de forma sinérgica , os dois juntos potencializam os danos ao epitélio laríngeo muito além da soma dos efeitos individuais.

Outros fatores de risco documentados incluem: exposição ocupacional a substâncias carcinogênicas (amianto, hidrocarbonetos, poeiras de madeira); refluxo gastroesofágico crônico não tratado; infecção pelo HPV (mais associada a tumores supraglóticos); e histórico familiar de cânceres de cabeça e pescoço. Homens têm incidência quatro a cinco vezes maior que mulheres, possivelmente pela maior prevalência histórica de tabagismo no sexo masculino.

Como é feito o diagnóstico do câncer de laringe

O diagnóstico do câncer de laringe exige uma sequência de avaliações que combina exame clínico, endoscopia e análise anatomopatológica. Nenhum exame de imagem isolado confirma ou descarta o diagnóstico , a confirmação sempre depende de biópsia com resultado histológico.

Etapas do processo diagnóstico

A avaliação começa com a laringoscopia , visualização direta da laringe por um otorrinolaringologista ou cirurgião de cabeça e pescoço. O exame pode ser indireto (com espelho laríngeo), por fibroscopia ou por videolaringoscopia, dependendo da disponibilidade e da suspeita clínica.

Identificada uma lesão suspeita, realiza-se a biópsia , coleta de fragmento do tecido para análise anatomopatológica. O resultado histológico confirma se há células malignas e qual o tipo histológico. Após a confirmação do câncer, segue-se o estadiamento , avaliação da extensão da doença por tomografia computadorizada (TC), ressonância magnética (RM) ou PET-CT, conforme indicação clínica.

O estadiamento segue o sistema TNM (Tumor, Nódulo, Metástase), que classifica o tumor de estágio I (localizado, pequeno) a estágio IV (avançado, com metástase). Esse estadiamento é determinante para a escolha do protocolo de tratamento.

O papel da oncologista clínica no tratamento

A Dra. Vanessa Motta é oncologista clínica , não cirurgiã, não radioterapeuta. Seu papel específico no tratamento do câncer de laringe é o tratamento sistêmico: quimioterapia, imunoterapia e terapia alvo. O tratamento do câncer de laringe frequentemente envolve uma equipe multidisciplinar, e a oncologista clínica é a responsável pela coordenação do tratamento sistêmico dentro dessa equipe.

A cirurgia , quando indicada , é realizada pelo cirurgião de cabeça e pescoço. A radioterapia é indicada pela oncologista ou pelo radioterapeuta e executada pela equipe de radioterapia. A oncologista clínica pode trabalhar em conjunto com os dois, combinando tratamentos para maximizar o controle da doença.

Tratamentos sistêmicos disponíveis

A quimioterapia para o câncer de laringe utiliza principalmente cisplatina e carboplatina, frequentemente combinadas com 5-fluorouracil (5-FU). Pode ser aplicada como tratamento único ou em associação com radioterapia (quimioradioterapia concomitante), uma estratégia que busca preservar a laringe e evitar a laringectomia em tumores localmente avançados.

A imunoterapia com pembrolizumabe (anti-PD-1) é aprovada para casos de câncer de cabeça e pescoço recorrente ou metastático com expressão de PD-L1. O pembrolizumabe atua estimulando o sistema imunológico a reconhecer e combater as células tumorais. A terapia alvo com cetuximabe , um anticorpo monoclonal anti-EGFR , é outra opção para tumores que expressam o receptor EGFR, frequentemente usada em associação com radioterapia em pacientes que não toleram cisplatina.

Preservação da laringe: quando é possível

Um dos objetivos centrais do tratamento moderno do câncer de laringe é a preservação do órgão , tratar o câncer sem necessidade de remover a laringe (laringectomia total). Isso preserva a voz e a qualidade de vida do paciente.

Nos tumores em estágios iniciais (I e II), a preservação da laringe é frequentemente possível com radioterapia isolada ou cirurgia endoscópica a laser, sem quimioterapia. Nos tumores avançados (III e IV), a quimioradioterapia concomitante com cisplatina tem demonstrado taxas de preservação laríngea entre 60% e 70% em estudos de referência, de acordo com protocolos da SBOC.

Quando a preservação da laringe não é viável , tumores com invasão de cartilagem ou comprometimento funcional grave , a laringectomia total pode ser necessária. Mesmo nesses casos, existe reabilitação vocal disponível (prótese fonatória, voz esofágica, laringe eletrônica).

Atendimento pela Dra. Vanessa Motta

A Dra. Vanessa Motta atende pacientes com câncer de laringe presencialmente em João Monlevade (Av. Gentil Bicalho, 991 – Núcleo Especializado em Oncologia e Hematologia) e em Itabira (R. Alfredo Sampaio, 155 – incluindo atendimento SUS pelo Centro Oncológico de Itabira).

Para pacientes de outras cidades, está disponível o atendimento por telemedicina – consulta online de 30 a 60 minutos, com emissão de receita e atestado eletrônicos. O contato é pelo WhatsApp (31) 99564-0794, com atendimento de segunda a domingo, das 09h às 17h.

A Dra. Vanessa tem avaliação 5/5 no Google, com depoimentos verificados de pacientes atendidos. A formação inclui residência em Oncologia Clínica no Hospital Mater Dei (BH) e membros da SBOC e do GBTGI.

Perguntas frequentes sobre câncer de laringe

Rouquidão é sempre sinal de câncer de laringe?

Não. Rouquidão tem causas comuns como resfriado, laringite, forçamento vocal e refluxo. Mas rouquidão persistente por mais de três semanas, sem melhora com tratamento convencional, exige investigação com laringoscopia. O diagnóstico precoce do câncer de laringe glótico costuma acontecer em estágios iniciais justamente porque a rouquidão aparece cedo.

O câncer de laringe tem cura?

O controle da doença com qualidade de vida é o objetivo do tratamento oncológico. Em tumores diagnosticados nos estágios iniciais (I e II), as taxas de controle local são elevadas. Em estágios avançados, o tratamento moderno oferece opções de quimioterapia, imunoterapia e terapia alvo que prolongam a sobrevida e preservam a qualidade de vida. A Dra. Vanessa Motta avalia cada caso individualmente para indicar o protocolo mais adequado.

É possível tratar o câncer de laringe sem remover a laringe?

Em muitos casos, sim. A preservação da laringe é um objetivo central do tratamento moderno. Para tumores em estágios iniciais, radioterapia ou cirurgia endoscópica frequentemente mantêm o órgão. Para tumores avançados, a quimioradioterapia concomitante permite preservar a laringe em cerca de 60-70% dos pacientes, segundo protocolos da SBOC.

Quanto tempo dura o tratamento do câncer de laringe?

Depende do estágio e do protocolo escolhido. A radioterapia isolada para tumores iniciais dura em geral 6 a 7 semanas. A quimioradioterapia concomitante segue duração similar. Ciclos de quimioterapia variam conforme o esquema , normalmente de 3 em 3 semanas, por 4 a 6 ciclos. A Dra. Vanessa Motta explica o cronograma completo na primeira consulta.

Posso consultar a Dra. Vanessa online para segunda opinião?

Sim. A Dra. Vanessa Motta oferece consulta por telemedicina para pacientes de qualquer estado do Brasil. A consulta online tem duração de 30 a 60 minutos e inclui emissão de receita e atestado eletrônicos. O agendamento é pelo WhatsApp (31) 99564-0794, de segunda a domingo, das 09h às 17h.

Tabagismo durante o tratamento afeta o resultado?

Sim, de forma significativa. Manter o tabagismo durante a radioterapia ou a quimioterapia reduz a eficácia do tratamento, aumenta a toxicidade e piora o prognóstico. A cessação do tabagismo antes e durante o tratamento é recomendada por todos os protocolos oncológicos internacionais, incluindo os da SBOC. A Dra. Vanessa orienta os pacientes sobre suporte para parar de fumar como parte integral do cuidado.

A Dra. Vanessa Motta é médica oncologista. Este conteúdo tem finalidade informativa e não substitui consulta médica.

Compartilhe este conteúdo

Convênios atendidos

Conteúdos relacionados

Ilustração 3D de um vírus sendo ampliado por uma lupa, representando investigação científica, diagnóstico, pesquisa sobre infecções, virologia ou análise de microrganismos.

Neoplasia é câncer? Entenda a diferença entre os termos

Neoplasia é câncer? Nem sempre. Neoplasia é o crescimento anormal de células e pode ser benigna ou maligna. Apenas a neoplasia maligna é considerada câncer,

Publicação
Ilustração 3D do cérebro humano com neurônios ao redor, representando atividade neural, sistema nervoso, neurologia ou pesquisa sobre doenças neurológicas.

Tumor maligno tem cura? O que determina o prognóstico

A resposta para “tumor maligno tem cura” depende do tipo de câncer, do estadiamento, do grau histológico, da presença de metástase, dos marcadores moleculares e

Publicação
Paciente em ambiente hospitalar, usando roupa de internação, com aparência de queda de cabelo associada a tratamento médico, como quimioterapia.

Como se desenvolve um câncer: do início à progressão

Entender como se desenvolve um câncer significa compreender um processo biológico que ocorre em etapas, desde a primeira mutação genética até a formação do tumor,

Publicação
Médico usando estetoscópio durante o atendimento de um paciente, em ambiente clínico ou hospitalar.

Quanto custa o tratamento de câncer de cabeça e pescoço particular

O tratamento particular do câncer de cabeça e pescoço pode incluir consulta com oncologista, exames de estadiamento, cirurgia, radioterapia, quimioterapia, imunoterapia e terapias-alvo. O custo

Publicação
Médica examina o pescoço de uma paciente, provavelmente palpando a região da tireoide ou dos linfonodos durante uma consulta clínica.

Oncologista para câncer de laringe e orofaringe: quando procurar

O oncologista para câncer de laringe e orofaringe atua na avaliação, coordenação e tratamento clínico desses tumores em conjunto com uma equipe multidisciplinar. Rouquidão persistente,

Publicação
Médico examina a garganta de uma paciente idosa com auxílio de uma espátula durante consulta clínica.

Segunda opinião para câncer de boca ou garganta: por que buscar

A segunda opinião para câncer de boca ou garganta consiste na reavaliação do diagnóstico ou do plano de tratamento por outro oncologista. Desde 2026, a

Publicação