Câncer na garganta é um termo popular que abrange tumores malignos da laringe, faringe, orofaringe e amígdala. Os sintomas variam por localização, mas rouquidão persistente, dificuldade para engolir e linfonodos aumentados no pescoço são sinais de alerta. A Dra. Vanessa Motta, oncologista clínica em João Monlevade e Itabira (MG), trata esses tumores com quimioterapia, imunoterapia e terapia alvo.
Quando alguém usa a expressão “câncer na garganta”, geralmente está se referindo a tumores que afetam estruturas da cabeça e do pescoço: laringe (órgão da voz), faringe (canal que conecta boca e esôfago), orofaringe (parte posterior da garganta, onde ficam as amígdalas) ou hipofaringe (região logo acima do esôfago). Cada localização tem sintomas, fatores de risco e protocolos de tratamento específicos.
Os cânceres de cabeça e pescoço representam cerca de 3% de todos os tumores malignos diagnosticados anualmente no Brasil, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA). O diagnóstico precoce , quando os sintomas ainda são leves , faz diferença real nas opções de tratamento disponíveis.
O que é “garganta” no sentido médico
A palavra “garganta” não é um termo médico preciso. No linguajar popular, ela engloba diferentes estruturas anatômicas, e entender qual está afetada muda completamente o diagnóstico e o tratamento.
| Estrutura | Localização | Função principal |
|---|---|---|
| Laringe | Pescoço anterior, entre faringe e traqueia | Produção da voz e proteção das vias aéreas |
| Orofaringe | Parte posterior da boca (amígdalas, base da língua, palato mole) | Deglutição e respiração |
| Nasofaringe | Parte superior da faringe, atrás do nariz | Passagem de ar entre nariz e garganta |
| Hipofaringe | Parte inferior da faringe, acima do esôfago | Direcionamento de alimentos para o esôfago |
| Amígdalas | Laterais da orofaringe | Defesa imunológica local |
O tipo de câncer mais comum nessas estruturas é o carcinoma de células escamosas (CCED) , tumor que se origina das células que revestem a superfície interna dessas estruturas. O CCED representa mais de 90% dos cânceres de cabeça e pescoço.
Sintomas que merecem atenção imediata
Os sintomas do câncer na garganta variam conforme a estrutura afetada, mas alguns sinais de alerta são comuns e não devem ser ignorados quando persistem por mais de três semanas.
Sinais de alerta mais frequentes
- Rouquidão persistente: alteração da voz por mais de três semanas sem causa identificada (gripe, laringite) , principal sinal do câncer de laringe glótico
- Disfagia: dificuldade ou dor ao engolir, sensação de que o alimento “prende” , mais associada a tumores de faringe e hipofaringe
- Linfonodo aumentado no pescoço: caroço palpável e indolor no pescoço que persiste por mais de quatro semanas
- Otalgia referida: dor de ouvido sem problema auditivo identificado , pode ser sinal de tumores de orofaringe ou hipofaringe
- Sensação de corpo estranho: sensação persistente de que “tem algo na garganta” que não passa
- Tosse crônica: tosse persistente sem causa infecciosa identificada, especialmente com sangue (hemoptise)
- Perda de peso não intencional: emagrecimento sem dieta ou mudança de hábitos
A presença de um ou mais desses sintomas não confirma o diagnóstico de câncer , muitos têm causas benignas. Mas a persistência por mais de três semanas justifica avaliação médica com laringoscopia ou nasofibroscopia.
Fatores de risco: o que aumenta a chance de desenvolver câncer na garganta
O tabagismo é o principal fator de risco para a maioria dos cânceres de garganta, especialmente laringe e hipofaringe. O risco é proporcional ao tempo de exposição e à quantidade fumada , fumantes têm risco cinco a dez vezes maior que não fumantes. O álcool, sozinho, também eleva o risco, mas a combinação de tabaco e álcool multiplica os danos de forma sinérgica.
O papilomavírus humano (HPV), especialmente os tipos 16 e 18, é um fator de risco importante para os tumores de orofaringe , cânceres de amígdala e base de língua. A incidência de câncer de orofaringe relacionado ao HPV tem aumentado nas últimas décadas, especialmente entre homens mais jovens sem histórico de tabagismo intenso. A vacinação contra o HPV na infância e adolescência é uma das formas de prevenção desses tumores.
Outros fatores de risco incluem: refluxo gastroesofágico crônico não tratado; exposição ocupacional a amianto, poeiras de madeira e hidrocarbonetos; e histórico familiar de cânceres de cabeça e pescoço.
Como é feito o diagnóstico
O diagnóstico do câncer na garganta começa pela avaliação clínica e pela endoscopia da região afetada. O otorrinolaringologista ou o cirurgião de cabeça e pescoço realiza a laringoscopia (para visualizar a laringe) ou a nasofibroscopia (para avaliar toda a faringe e laringe com endoscópio flexível). Identificada uma lesão suspeita, coleta-se uma biópsia para análise histológica.
Confirmado o câncer, o estadiamento define a extensão da doença: tomografia computadorizada de pescoço e tórax, ressonância magnética e, em casos selecionados, PET-CT. O estadiamento pelo sistema TNM classifica o tumor de estágio I (localizado) a estágio IV (com metástase), determinando o protocolo de tratamento.
O papel da oncologista clínica no tratamento
A Dra. Vanessa Motta é oncologista clínica , responsável pelo tratamento sistêmico do câncer na garganta: quimioterapia, imunoterapia e terapia alvo. O tratamento desses tumores quase sempre envolve uma equipe multidisciplinar, onde a oncologista coordena o componente sistêmico enquanto o radioterapeuta conduz a radioterapia e o cirurgião realiza os procedimentos cirúrgicos quando necessários.
Para tumores localmente avançados de laringe e faringe, a quimioradioterapia concomitante com cisplatina é o protocolo padrão, frequentemente permitindo a preservação do órgão. Para casos de doença recorrente ou metastática, a imunoterapia com pembrolizumabe (aprovada para expressão de PD-L1) e a terapia alvo com cetuximabe são opções disponíveis.
Atendimento pela Dra. Vanessa Motta
A Dra. Vanessa Motta (CRM-MG 65328 | RQE Oncologia Clínica 50860), membro titular da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), atende pacientes com câncer na garganta em João Monlevade e Itabira (MG), além de oferecer segunda opinião por telemedicina para pacientes de qualquer estado do Brasil.
O contato é pelo WhatsApp (31) 99564-0794, de segunda a domingo, das 09h às 17h. A consulta por telemedicina tem duração de 30 a 60 minutos e inclui receita e atestado eletrônicos.
Perguntas frequentes sobre câncer na garganta
Câncer na garganta e câncer de laringe são a mesma coisa?
Não. Câncer na garganta é um termo popular que abrange tumores de laringe, faringe (oro, naso, hipo), amígdala e base de língua. O câncer de laringe é um tipo específico dentro desse grupo, que afeta o órgão da voz. Cada localização tem sintomas e tratamentos diferentes , por isso o diagnóstico preciso é fundamental.
Rouquidão persistente sempre é câncer?
Não. Rouquidão tem muitas causas benignas: laringite, nódulos vocais, refluxo, tabagismo crônico. Mas rouquidão persistente por mais de três semanas sem melhora com tratamento convencional exige avaliação com laringoscopia. O diagnóstico precoce do câncer de laringe , possível justamente pela rouquidão precoce , melhora significativamente as opções de tratamento.
HPV causa câncer na garganta?
Sim, especialmente os tumores de orofaringe (amígdala e base de língua). Os tipos de HPV 16 e 18 são os principais responsáveis. A incidência de câncer de orofaringe por HPV tem crescido nas últimas décadas. A vacinação contra o HPV na infância e adolescência é a principal medida preventiva , recomendada pelo Ministério da Saúde e disponível no SUS.
Quem trata o câncer na garganta: oncologista ou cirurgião?
O tratamento ideal envolve uma equipe multidisciplinar. A oncologista clínica como a Dra. Vanessa Motta é responsável pelo tratamento sistêmico , quimioterapia, imunoterapia e terapia alvo. O cirurgião de cabeça e pescoço realiza procedimentos cirúrgicos quando necessários. O radioterapeuta conduz a radioterapia. Os três trabalham em conjunto para o melhor resultado possível.
É possível fazer segunda opinião por telemedicina para câncer na garganta?
Sim. A Dra. Vanessa Motta oferece consultas de segunda opinião por telemedicina para pacientes de todo o Brasil. A consulta online de 30 a 60 minutos inclui análise dos exames já realizados, orientação sobre o diagnóstico e opções de tratamento, com emissão de receita e atestado eletrônicos. Contato: WhatsApp (31) 99564-0794.
A Dra. Vanessa Motta é médica oncologista. Este conteúdo tem finalidade informativa e não substitui consulta médica.







